Mostrando postagens com marcador teologia histórica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teologia histórica. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 14 de março de 2012

TEOLOGOS E PREGADORES QUE INFUENCIOU A IGREJA.

Vamos começar pelos Pregadores:




A historia do Cristianismo mostra que grandes pregadores surgiram em todos os lugares e foram responsáveis por manter a chama do avivamento acesa. Eles pregavam para um número tão grande de pessoas que muitos cultos foram realizados ao ar livre. Os templos não comportavam a multidão. Eles impactaram a vida espiritual de pessoas. Eles influenciaram os fundadores de nossas igrejas de hoje. Vejamos alguns desses nomes e suas abras.





Jonathan Edwards (1703 - 1758):



Edwards entrou para a Universidade de Yale e concluiu sua formação em teologia aos 17 anos (1720). Foi ordenado em Nortampton, no Oeste de Massachussetts. Pastor da Igreja Congregacional, desenvolveu seu ministério como missionário no meio indígena. Foi o primeiro presidente da Princenton University. Como escritor, um de seus sermões mais conhecido foi “Pecadores na mão de um Deus irado”, que foi precedido por três dias de oração e jejum. Seu trabalho de avivamento alcançou as treze colônias norte-americanas e chegou até na Inglaterra.

O hábito de ler seus sermões fazia parte de sua vida, mas o que realmente impactou o seu povo foi sua vida devocional porque se acostumou a passar até 13 horas ao dia entre oração e estudos.



John Wesley (1703-1791):



A Igreja Anglicana ordenou Wesley ao pastorado em 1728. Seu estilo de pastoreio influenciou profundamente o Cristianismo inglês, onde tudo começou, e o norte-americano, no século XVIII. O que mais chamava a atenção era sua vida piedosa e o seu método de estudo bíblico. Gradativamente, as pessoas observavam que ele era muito metódico e não mudava o seu jeito de ser. Por isso, ganhou o apelido de “metodista”. Com o tempo, fundou seu próprio movimento avivalista, que recebeu o nome oficial de Metodista.



Foi missionário nas 13 colônias norte-americanas e, com o tempo, ficou decepcionado com os resultados de seu trabalho. Então, decidiu voltar para a sua terra natal: a Inglaterra. No navio, encontrou dois cristãos pertencentes ao movimento moraviano. Suas experiências tiveram grande influência sobre a vida de Wesley.



Sua vida devocional mudou e, conseqüentemente, os resultados de sua pregação. A ação do Espírito Santo fez com que multidões compostas de cinco e até de dez mil pessoas ouvissem a Palavra de Deus através de sua boca.



Charles G. Finney (1792-1875):



Finney só teve sua experiência de conversão aos 29 anos, mas depois foi uma pessoa profundamente dedicada ao movimento avalista. Ele não deu descanso ao seu corpo e, de 1824 a 1834, trabalhou fortemente para que Deus visitasse a igreja com um grande avivamento. Finney não parou por aí. Em 1835, passou a dar aulas de teologia no Oberlin College. Com o tempo, assumiu a presidência da instituição. O tempo de trabalho prático e teórico lhe deu experiência o suficiente para escrever uma extensa obra sobre Teologia Sistemática.



Charles H. Spurgeon (1834-1892):



Spurgeon é de origem espanhola, mas por causa das perseguições promovidas pelo Rei Filipe II, no final do século XVI, sua família foi obrigada a mudar para a Inglaterra. Em Cambridge, aos 17 anos, aceitou a Jesus como seu salvador e também o chamado para trabalhar na seara do Mestre. Inicialmente, aceitou o ministério da pregação leiga, isto é, sem formação teológica.



A facilidade que tinha para falar sobre a Palavra de Deus na Comunidade Batista em Cambridge fez com que sua fama crescesse e, aos dezessete anos, foi ordenado ao pastorado. Aos vinte, já era conhecido na Inglaterra como “o menino pregador”. Por causa disso, em Londres, tornou-se hábito ler seus sermões, que passaram a ser impressos.



Spurgeon foi considerado o “Príncipe dos Pregadores” e fundou um Colégio de Pastores. Desde o início até a sua morte, treinou cerca de 900 pregadores. Faleceu em 1892. Em seu caixão, foi colocada a Bíblia aberta no texto usado para convertê-lo: “Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os confins da terra; pois eu sou Deus, e não há outro”, Is 45: 22.



Dwight Lyman Moody (1837 - 1899):



Moody nasceu a 05 de fevereiro de 1837, o sexto entre nove filhos. Seu pai faleceu quando era ainda pequeno. Em Boston, no fundo da sapataria em que trabalhava, seu professor da EDB o desafiou a aceitar Jesus e ele tomou a decisão salvadora. Em 1871, Deus colocou um forte desejo em seu coração de ganhar almas para Cristo. Por isso, em 1873, ele e Ira D. Sankey iniciaram uma missão evangelística na Inglaterra. Depois, foram para a Escócia e, então, um grande avivamento foi espalhado através deles.



Willian Joseph Seymour (1906):



O avivamento da Rua Azusa (em 1906) afetou profundamente a história do Cristianismo contemporâneo e o personagem principal foi o pastor William Joseph Seymour. Tudo iniciou num pequeno armazém, na cidade de Los Angeles, na Rua Azusa, número 312.



Ele era caolho, analfabeto e negro. Suas mensagens sempre tratavam da regeneração, santificação, cura divina e batismo no Espírito Santo, com a evidência do falar em outras línguas. A unção do Espírito Santo era derramada sobre as pessoas, que manifestavam convicção pelas verdades bíblicas, sincero desejo de ter uma vida santa. Elas eram batizadas com o Espírito Santo, falavam em novas línguas, profetizavam e cantavam hinos espirituais.



Esse evento ganhou espaço nos noticiários da cidade e, com o tempo, espalhou-se pelo mundo. O movimento pentecostal produziu, através de Seymour, uma experiência similar ao livro de Atos capítulo dois. Inicialmente, sua igreja enviou missionários para vinte e cinco países.



O movimento pentecostal de 1906 foi um marco no mundo espiritual das igrejas e continua a avivar o Cristianismo. O cristão não pode se esquecer de que Deus é o mesmo de ontem, hoje e anseia derramar mais do Seu Espírito sobre todos os seus filhos.





Agora vejamos os Teólogos do século vinte:



Os teólogos contemporâneos:



Quem foram esses teólogos que são tão estudados Nas faculdades teológicas?



A teologia contemporânea conta com nomes realmente marcantes para a história da teologia.



Os teólogos contemporâneos são também chamado de “liberais”, “incrédulos”, etc., principalmente no nosso meio fundamentalista (Fundamentalismo Cristão nada tem com Fundamentalismo Islâmico, pois o fundamentalista cristão tem como regra maior, O AMOR AO PRÓXIMO, e a Inspiração Total da Bíblia, não cremos ser ela (bíblia), um livro que contém a Palavra de Deus, Cremos que Ela é A Palavra de Deus no seu todo. não temos problemas com as pessoas, o que não concordamos é com certas “doutrinas”).



Muitos dos livros desses teólogos, são de difícil compreensão, e alguns de seus pensamentos foram de encontro a todos os ramos teológicos e filosóficos da época, qualquer teólogo contemporâneo que você ler, notará ataques à concepção ética da época, ou ataques tanto ao liberalismo como ao fundamentalismo e assim por diante, esses teólogos marcaram suas épocas com novas idéias.



Suas contribuições foram muitas. Viveram numa época de negritude; muitos, como Bonhoeffer deram a vida em prol da humanidade, esse morreu num campo de concentração por protestar contra o grande dominador da época, Hitler, enquanto a grande maioria da Igreja se calou diante do nazismo.



Por que estuda-los?



Mesmo que não concordemos com muitos aspectos teológicos desses pensadores, eles são exemplos de perseverança e de atitude em prol da teologia, e seus ensinos tiveram relevância importante, para nós Cristãos fundamentalistas cuja lei maior é o amor ao próximo, e a Inspiração Plenária da Bíblia, é só usar a formula de Paulo:



“Examinai tudo. Retende o bem.” - 1ª Tessa 5:21



1) Karl Barth:



Nasceu em 1886, em Basel, na Suíça. Era um teólogo reformado, porém também era pastor. Em 1911 pastoreou em Safenwyl. Em 1921 foi professor de teologia reformada em Goettingen, em 1925 foi professor em Muenster-in-Westphalia e em 1930 foi professor em Bonn. Em 1935 os nazistas o exilaram, e então ele foi professor em Basel até 1968, ano de seu falecimento.



Ele foi aluno de Harnack, e foi influenciado pelo neokantianismo e por Kierkegaard e também pelo socialismo de Ragaz e Kutter. Quando a teologia liberal estava no auge, ele se rebelou contra seus professores e em 1919 escreveu seu comentário sobre o livro de Romanos, onde praticamente começou a surgir uma nova ortodoxia. Teve influência do reformador Calvino, principalmente por volta de 1925. Enfatizava a teologia bíblica, porém com conclusões racionais. Era um homem de caráter forte e de propósitos e entrou em conflito contra a igreja do estado nazista. Muitos acham que Karl Barth era liberal, mas na realidade ele não gostava do liberalismo religioso e até se manifestava contra. Ele tinha o desejo de retornar a teologia à bíblia e aos princípios reformados. Enfatizou a transcendência de Deus e a realidade do pecado, como também a soberania de Deus, a graça e a revelação. Reconhecia que as escrituras têm imperfeições, mas que a bíblia é a fonte da revelação de Deus como também veículo. Rejeitava o misticismo cristão, e dizia que os liberais falharam, sendo a solução para o mundo o retorno aos antigos princípios religiosos. Barth foi treinado no liberalismo alemão, talvez isso fez ele desapontar com o nazismo. Ele foi um grande expoente da teologia da crise, pregando que a Palavra de Deus é o registro da revelação do Transcendente.



2) Emil Brunner:



Nasceu em 1899 e morreu em 1966. Foi um teólogo protestante suíço, sendo que sua formação acadêmica foi em Berlim e Zurique. Foi professor também em Zurique. Brunner não se encaixava no liberalismo protestante e também não se encaixava totalmente na neo-ortodoxia e teologia da crise, ficando assim num estágio “transitório” entre as duas correntes. Defendia que o livre arbítrio é uma verdade soteriológica, porém não é o homem que provê a si próprio a salvação, ou seja, a salvação é dada por Deus, mas o homem possui características naturais para corresponder a Deus, isso em nível soteriológico. Ele, assim como Barth, rejeitou o misticismo cristão, porém afirmava que a razão não pode solucionar todos os problemas da vida, idéia que vai(bate) de encontro a muitos filósofos racionalistas. Afirmava também que há no mundo muitos mistérios e que a teologia não têm o poder de resolver todas as questões, por isso ela possui tantas contradições e seria presunção dela querer resolver esses mistérios. Abordou algo importante para a sociologia ao dizer que a política e a tecnologia podem despersonalizar o homem, e é nesse ponto que entra a teologia, pregando que a revelação cristã visa o homem.



3) Rudolf Bultmann:



Nasceu em 1884 em Wiefelsted e faleceu em 1976. Teólogo protestante alemão, estudou em Marburgo, Tubingen e Berlim. Foi professor em Marburgo. Foi influenciado pelo existencialista Heidegger, por isso Butmann tornou-se um teólogo existencialista. Questões como o nascimento virginal de Cristo, os milagres do Novo Testamento, a ressurreição e a ascensão de Cristo, a existência de demônios, anjos, etc... , Butmann eliminava de sua teologia pelo o processo de demitização, pois achava que muitos dos relatos neotestamentários são frutos da imaginação do homem ou de elementos mitológicos presentes na cultura. Ele dizia que a bíblia fora escrito em linguagem mitológica, que é absoleta para os nossos dias. Bultmann usa a teologia no meio existencialista, porém ensinando que o khrugma(proclamação do evangelho) como sendo o meio de levar salvação aos homens, deve ser reinterpretada segundo a ótica existencialista, levando em conta a liberdade do homem e sua angústia. O khrugma seria determinadas idéias fundamentais religiosas e morais, seria uma ética idealista. Em se tratando de ética, ele explicava que o homem pode ser dominado por questões carnais, isso gera uma angústia que oprime o homem e o torna escravo, ou seja, nesse ponto ele é totalmente existencialista. Apesar dessas idéias existencialistas, Bultmann afirmava que Deus falou ao mundo através de Cristo e continua falando até hoje. A fé também em certo sentido foi defendida por esse teólogo ao dizer que a fé liberta os indivíduos do passado, trazendo liberdade para viver um bom futuro. Seus escritos foram: Jesus and the Word; Belief and Understanding; Theology of the New Testament; The Question of Demythologizing; History and Eschatology; Jesus Christ and Mytology.



4) Paul Tillich:



Suas datas foram de 1886-1965. Nasceu na Alemanha, mas viveu boa parte de sua vida nos Estados Unidos, onde foi professor no Seminário Teológico União, em Harvard e na Universidade de Chicago. Foi um teólogo-filófoso e representante do existencialismo religioso. Tillich abordava questões humanas com a teologia e as correlacionava até com a economia, as ciências e outros campos de estudo. Usava também a história para construir teologia. Ensinava que a teologia deve unir-se ao empreendimento humano, pois isso a completa e a livra de erros já cometidos na história. É portanto necessário que a teologia correlacione com a política, a ciência, a sociologia, a ética, a antropologia e etc. . Devido sua visão existencialista, dizia que a teologia sistemática deve ter também caráter apologético, analisando a situação do homem em geral, trazendo uma aplicação do evangelho. Usava muita linguagem simbólica, pois cria que o símbolo pode ter mais resultado que a mensagem direta. Os símbolos apontam para a realidade, mas a realidade não resolve os mistérios da vida. Nossos conhecimentos são sempre fragmentados e nunca trará a nós uma resposta de todos os mistérios da vida. Questões como ”céu e inferno” não podem ser literalmente interpretados, pois essas questões apontam para uma realidade mais concreta.



Para Tillich, fé é a coragem de existir, essa é uma definição bem existencialista, e redenção é o homem ser um novo ser. A explicação tillichiana de Deus está no campo do existencialismo, pois afirma que Deus é o ser em si mesmo, sendo a resposta para o homem e para a história. Deus também, ao ser o ser em si mesmo, ele passa a ser o fundamento infinito e inesgotável da história. O homem vive alienado, sendo o pecado uma alienação, e sendo a resposta ou solução para essa alienação existencial o Novo Ser em Cristo. Esse teólogo não via a filosofia como inimiga da teologia, pelo contrário, Tillich não é somente um teólogo ou filósofo, mas é um teólogo-filósofo, isso é claramente percebido em suas obras; em seu livro intitulado “Perspectivas Da Teologia Protestante Nos Séculos XIX e XX”, o casamento entre o discurso teológico e a visão filosófica faz dessa obra um livro rico em conhecimento e que aguça no leitor um desejo de conhecer mais. Apesar de Tillich falar muito sobre os símbolos e as linguagens antropomórficas, ele também dizia sobre a morte dos símbolos, ou seja, de acordo que nosso conhecimento cresce e amplia, os símbolos vão perdendo força e a realidade se aproxima mais de nossas concepções. Tillich era um pouco cético em relação às definições de Deus, pois cria que o homem nunca terá a definição verdadeira de Deus, o máximo que pode acontecer é termos uma definição expansiva, mas não completa. Suas obras principais foram: The courage to be, The protestant era, Dynamics of faith, A history of Christian thought, Perspectives on 19th and 20th century protestant theology, Systematic theology



5) Dietrich Bonhoeffer:



Nasceu em 1906 e morreu novo, em 1945 num campo de concentração, isso porque se opunha a Hitler ativamente, até o chamou de anticristo. Enquanto vivia era desconhecido, mas após sua morte ficou conhecido por suas idéias sobre discipulado onde escreveu um livro chamado ”O Custo do Discipulado” onde ele mostra princípios morais e espirituais para o cristão; enfatizava também a disciplina dos crentes. Levava uma vida dedicada e piedosa, e claro com disciplina, combatendo a vida vivida sobre o âmbito do sagrado e do profano ao mesmo tempo, ou seja, ele percebia que em nossa vida devemos viver o que é sagrado. Pelo visto, a vida cristã de Bonhoeffer era vivida com piedade e práxis, por isso se opôs a Hitler. Esse teólogo via Deus como uma realidade única e que essa realidade opera em nós.



Bonhoeffer enfatizava o evento histórico da revelação de Jesus Cristo, ou seja, ele via Deus atuando na história, indo contra idéias filosóficas e ateístas da época. Sua idéia sobre a filosofia não era muito concreta, pois por um lado asseverava que a filosofia coopera com o homem ajudando-o a obter a autonomia sobre si mesmo e sobre o mundo, mas por outro lado achava melhor o crente deixar as idéias filosóficas de lado, inclusive o que está inserido na ética e na ontologia. Apesar de ter vivido pouquíssimo tempo, Bonhoeffer escreveu algumas obras, que foram: The Communion of Saints; Act and Being; The Cost of Discipleship; Ethics; Resistance and Submission.



6) Reinhold Niebuhr:



Nasceu em Wright City, no Missouri (USA), 1892. Estudou no Elmhurst College, no Seminário Teológico Éden e na Escola de Divindade de Yale. Foi um destacado pastor e trabalhou na faculdade do Seminário Teológico União. Morreu em 1971. Ficou conhecido por ser envolvente nas questões públicas e por seu pensamento sobre a ética e apologética. Ensinava o pecado original e a posição caída do homem, fazendo parte da escola da neo-ortodoxia. Dizia que apesar do homem estar caído, ele é responsável pelos seus atos, ou seja, o homem é livre. Não era fascinado pela história como Tillich, cria que os conflitos vividos pelo homem vão além do processo histórico, é claro que sua crença na queda do homem e do pecado original, influencia diretamente esse pensamento pendente para a ortodoxia. Gostava dos escritos agostinianos sobre a natureza humana, mas negava a doutrina da total depravação do homem, ou seja, ele rejeitava a concepção calvinista de depravação total, porém não negava a trágica posição do ser humano.



Esse teólogo via a verdade apresentada na bíblia, e não a encarava como elemento metafísico. Certa época de sua vida apoiou o marxismo e o pacifismo, mas depois rejeitou essas idéias justamente devido à visão amartiológica marxista, isto é, falta ao marxismo uma compreensão sobre a pecaminosidade do homem, e automaticamente um importante ponto da questão de como o homem pode ser aprimorado. Na política ele reconhecia as irracionalidades do homem, mas buscava meios de dar racionalidade e direção a ele. As mudanças institucionais eram mais importantes do que as mudanças no coração do homem. Niebuhr achava o capitalismo adequado para o meio político, sendo que este sistema pode trazer boas modificações para sociedade. Seus escritos foram: Moral Man and Immortal Society; An Interpretation of Christian Ethics; Beyond Tragedy; Christianity and Power Politics; The Nature and Destiny of Man; The Children of Light and The Children of Darkness; Christian Realism and Political Problems; Pious and Secular America.

FONTE; AtosDois.

terça-feira, 21 de julho de 2009

O PENSAMENTO TEOLÓGICO DE JOHN WESLEY

Jonh Wesley (1703-1791) e o metodismo

O movimento puritano foi a tentativa de reforma na teologia e prática da Igreja Anglicana, e aconteceu entre os séculos XVI e XVIII. Uma nova reação se dará contra a Igreja Anglicana, e acontecerá no Século XVIII, capitaneada por John Wesley. A partir das idéias de Wesley surgirá a Igreja Metodista, que possuirá ênfases teológicas próprias. Wesley nunca quis fundar uma nova Igreja, ele morreu como anglicano, o surgimento dos metodistas será com os discípulos de Wesley, que levarão as idéias do mestre as últimas consequências. A marca da teologia de Wesley é o "arminianismo de coração". Os puritanos eram marcados por uma teologia extremamente calvinista, Wesley optou pela teologia arminiana. Os arminianos ingleses eram conhecido como "arminianos de mente", pois eram extremamente racionalistas, com Wesley a teologia arminiana encontra-se com a teologia pietista, por isso podemos falar de um "arminianismo do coração".[8]

Uma rápida biografia

Os pais de Wesley eram Samuel e Sussana Wesley, cristão fervorosos da Igreja Anglicana. Na infância Wesley passou por uma situação extremamente difícil, quando sua casa pegou fogo, e ele uma criança de 5 anos ficou preso nas chamas. Ele acabou sendo libertado desta situação difícil, e sua mãe sempre se referia ao filho como um "tição arrancado das chamas". Wesley estudou em Oxford, e portanto teve uma excelente formação teológica. Lá ele se juntará ao seu amigo George Whitefield (1714-1770), os dois se tornarão nos grandes pregadores do Século XVIII na Inglaterra. Os dois mais Charles Welsey, irmão de John, fundarão os "clubes santos", que eram grupos para o estudo bíblico devocional, influência que veio dos "colegia pietatis" dos pietistas alemães. Em razão do seu método rigoroso de oração e estudo bíblico, eram também conhecidos como "metodistas".[9]

Já como pastor anglicano, Wesley empreendeu uma viagem aos EUA, para então atuar lá como ministro religioso. A viagem será extremamente turbulenta, e Wesley se desespera em meio a uma tempestade. No navio havia uma grupo de cristãos morávios, portanto pietistas alemães, que cantavam em meio a tempestade. Wesley ficou impressionado com o grupo, e o líder dos cristãos morávios questionou a conversão de Wesley. Num diário Wesley admitiu que naquele período não tinha realmente confiança absoluta em Jesus. O seu ministério nos EUA, mais especificamente na Geórgia, será um fracasso. De volta a Inglaterra no dia 24/05/1738, John Wesley voltará a se encontrar com pietistas morávios, entrará numa reunião deles na rua de Aldersgate, e lá eles estavam lendo a introdução de Lutero a Epístola de Paulo aos Romanos, quando Wesley teve uma grande experiência espiritual que registrou da seguinte maneira:

“Senti meu coração se aquecer como nunca antes. Senti que confiava de fato em Cristo, e somente nele, para a minha salvação; e tive a certeza de que ele havia assumido meus pecados, sim, até os meus pecados, e me salvado da lei do pecado e da morte”.

Até hoje se discute se foi uma renovação espiritual ou uma conversão que Wesley experimentou, em razão do registro em seu diário sobre a conversa com os morávios no navio, parece que foi uma conversão, porém o assunto ainda é bastante polêmico.[10]

A partir de sua "experiência espiritual", Wesley irá se tornar um pregador itinerante pela Inglaterra. Ele não deixará a Igreja Anglicana, mas será proibido de pregar, em razão de sua pregação entusiasmada. Foram mais vinte mil sermões pregado, muitos kilômetros rodas a cavalo, e ele chegou até a pregar na lápide do pai. Como ele sempre dizia: "o mundo é minha paróquia", ao responde a liderança da Igreja da Inglaterra que não queria que ele pregasse pelas ruas, ficando apenas nos templos. A princípio estará lado a lado com Whitefield, só que seu amigo era um calvinista convicto, e Wesley um arminiano convicto, em razão da polêmica teológica acabaram por seguir caminhos diferentes. A Inglaterra experimentou um avivamento espiritual grandioso que chegou a ter influência também nos Estados Unidos. A influência social que este avivamento trouxe para a Inglaterra foi grandioso, muitas pessoas deixaram o alcoolismo tão comum naquela época, e há quem afirma que este avivamento evitou uma revolução sangrenta na Inglaterra.[11]

A teologia de John Wesley

Wesley tinha uma grande capacidade intelectual, porém nunca escreveu uma teologia sistemática, pois era avesso a este tipo de estudo. Em sua teologia é possível ver um turbilhão de influências: Hooker, Armínio, Zizendorf e até de puritanos como Baxter. Numa época onde a teologia calvinista era extremamente forte, Wesley desenvolveu uma teologia exclusivamente arminiana. Pode-se dizer que sua teologia estava bem próxima do pensamento pietista. Jonathan Edwards fez do glória de Deus o centro de sua teologia, já Wesley tinha como tema central o amor de Deus. Em razão de sua ênfase no amor de Deus, rejeitou totalmente o calvinismo, que considerava uma verdadeira blasfêmia, pois neste sistema teológico é impossível distinguir Deus do diabo, dizia Wesley.[12]

Em termos da autoridade teológica na Igreja, Wesley defendia a supremacia da Bíblia, porém criou um sistema que ficou conhecido como quadrilátero de Wesley. A Bíblia é a maior autoridade, porém também devem ser levadas em conta a razão, a tradição e a experiência. A ênfase na razão ele emprestou do grande teólogo anglicana Hooker, já a ênfase na experiência dos pietistas. Agora é importante destacar que estas autoridades (bíblia, tradição, razão, experiência) não estavam em pé de igualdades, a Bíblia era sempre o fato decisivo. Wesley também destacava que não basta a leitura da Bíblia, pois toda leitura da Bíblia envolve também uma interpretação, seja ela consciente ou inconsciente, e todo teólogo deve estar consciente disso.[13]

Outro ponto importante de sua teologia, e extremamente controvertido, foi a doutrina do perfeccionismo cristão. Com certeza Wesley, ao contrário de Lutero, enfatizou muito mais a regeneração e a santificação do que a justificação, esta característica ele herdou principalmente dos pietistas. Em relação ao batismo infantil, a exemplo dos puritanos, ele não fez nenhuma crítica, mantendo esta prática. Sobre a perfeição cristão ele escreveu um importante tratado em 1767, intitulado de "Explicação clara da perfeição cristã". Ele defendia que a perfeição tem haver com humildade, bondade, paciência, amor a Deus e domínio próprio. Ele enfatiza que "não defendo o termo impecável", porém em alguns momentos ele parece dizer que o cristão pode chegar a perfeição. Esta perfeição era conseguida num ato simples e instantâneo, que era precedido de um esforço progressivo de busca da santidade. De repente, num momento, a pessoa recebia esta espécie de "segunda bênção", Wesley não foi um pentecostal, porém a sua idéia de "santificação" foi um dos embriões da futura teologia pentecostal. Este momento de se atingir a "perfeição" ou da "santificação plena" geralmente se dá na hora da morte, mas Wesley admite que ela podia acontecer 10, 20, 30 ou até 40 anos antes da morte.[14]

Lutero havia destacada a idéia do "simul justus et peccator", que depois de salvo, somos justos e pecadores, e sempre lutaremos com este dilema dentro de nós. O ensino de Wesley parece ser mais otimista, e admitia com certeza para alguns cristãos uma perfeição. Há quem diga que Wesley estaria negando a justificação pela fé ao enfatizar a santificação, porém ele fazia questão de dizer que “Creio na justificação pela fé somente, tanto quanto creio que Deus existe”. Hagglund também destaca que “A justificação apenas pela fé era o ponto central relegado neste ensino a um segundo plano". Outro ponto importante de seu ensino foi sua ênfase no sacerdócio universal dos crentes, porém ele manteve uma eclesiologia episcopal. A "igrejas de santidade" americanas que serão seguidoras das idéias de Wesley rejeitarão esta eclesiologia mais aberta, onde havia liberdade total da congregação. É destas igreja que nasceu na virada do Século XIX para o XX o movimento pentecostal.[15]